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title: "renew my Arch, please"
url: https://perrotta.dev/pt/2014/02/renew-my-arch-please/
last_updated: 2026-03-17
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Reinstalei o Arch. Apesar de tê-lo deletado apenas durante um dia, valeu a pena,
porque pude reorganizar algumas coisas. Instalei 4 distros nesse meio tempo:

- openSUSE: package hell, me decepcionei com o zypper, do qual já gostei muito.
  Falta de percepção na época, talvez. Agora fiquei na dúvida se fiquei com
  falta de percepção do yum também

- aptosid (debian sid), uma distro asiática, acho. Bah, não adianta ser sid,
  ainda é Debian. Não gostei, teria sido melhor instalar o Debian mesmo.

- Sabayon Linux: package hell hell hell. Equo/rigo/**entropy**: o gerenciador de
  pacotes binários mais bloated que eu já vi. Teria sido melhor usar o Gentoo
  puro...(apesar de que eu *não* vou fazer isso no meu notebook. Talvez num
  servidor ou num desktop, mas não no notebook).

- SparkyLinux (...): na verdade, só rodei na máquina virtual. NÃO.

No Arch...

- Agora estou usando o i3 como window manager. Não tenho nenhum outro instalado,
  isso vai fazer com que eu me acostume com ele. Isso me lembra dos velhos
  tempos em que eu só tinha o Ubuntu instalado para me acostumar com o mundo
  Linux (Meu último Window Manager (DE) foi o Cinnamon);

- Não tenho nenhum editor de texto instalado além do Emacs. Sem vim, sem gedit,
  sem kwrite, sem sublime (...). Tá, tem o nano também. E o zile (mini emacs,
  mas ainda é emacs);

- Sem Racket, só com o guile. Talvez assim eu me obrigue a usar Scheme;

- A guerra de navegadores ainda é acirrada, por enquanto parece uma boa ideia
  manter tanto o Chromium quanto o Firefox instalados (Chrome não, por favor).

- Thunar como gerenciador de arquivos. Tchau, Nemo... (talvez a integração com o
  Dropbox faça falta)

- Aplicações leves e poucos pacotes! Vamos ver durante quanto tempo isso dá
  certo (570 pacotes agora, antes eu tinha mais de 1100). A questão é que
  pacotes como o wine, latex, libreoffice e steam ou qualquer coisa do KDE
  possuem muitas dependências. Vou dar preferência a aplicativos na nuvem
  (google docs por exemplo).

- Poucas fontes! Gosto pra caramba das fontes do Chrome OS. E também estou com
  as do Ubuntu e do Android.

- Poucos temas! Estou usando o tema do CRUX junto com o icon set do Elementary
  (OS).

- Emulador de terminal: sakura! Uma alternativa seria o terminator. Sério, esse
  negócio de {xfce4-,lx,gnome-,mate-}terminal e konsole, um terminal para cada
  ambiente...bobagem! Apesar de que eu acho que o xfce4-terminal seria
  suficiente. Tmux e similares poderiam ser uma boa ideia também, mas são muitos
  keystrokes para decorar. Já não basta Emacs e i3, uma coisa de cada vez.

Felizmente estou cada vez melhor em realizar uma instalação efetiva e rápida do
Arch. Há um ano eu tinha uma tremenda paranoia em bootar uma distro direto no
terminal. Essa história ainda vai terminar comigo rodando um servidor sério com
Arch. Há quem diga *mimimis* porque não é estável. Tudo depende da aplicação. Se
for para rodar uma coisa bem definida, Apache + X + Y + Z, beleza, põe um Debian
    ou CentOS da vida e faz os seus *tweaks*. Mas, se for para trabalhar de
    forma pesada com pacotes, resolver dependências e blábláblá...sério, ainda
    não consigo encontrar nada que supere o
    [pacman](https://wiki.archlinux.org/index.php/Pacman_rosetta) (o Arch é o
    pacman).

Um único dia sem o Arch já foi o suficiente para perceber pelo menos uma dessas
coisas: a) a maioria das distros de Linux é uma porcaria (coração da distro =
*package manager*, ou: vamos instalar mais Windows e OS X por aí) ou b) eu
passei a ficar extremamente dependente e/ou *fanboy* do Arch ou c) alguma coisa
está bastante errada, só falta descobrir o que é.

Off-topic: parece até que eu sou casado com essa distro. *Damn*.

