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Ace Combat (D)assault Horizon -- Mini Review

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⚠️ This post is over one year old. It may no longer be up to date or relevant. Opinions may have changed.

Só para não começar sem uma introdução: esse post contém a) uma pequena review do jogo acima e b) reflexões gerais sobre os jogos dessa geração. E, como sempre, não espere que esse texto seja desenvolvido de forma linear (não está mesmo =P).

Ah, como os jogos de hoje em dia estão ficando cada vez menores. Sinto falta daquela ‘magia’ dos clássicos. OK, eu não me refiro a clássicos como Mario ou jogos de consoles ou plataformas antigos. O próprio Ace Combat 2 (PlayStation 1) serve como um exemplo de clássico.

É que nem o caminho que alguns sistemas operacionais de hoje em dia estão tomando. Seja pela computação gráfica, pelo gameplay, pelo plot, ou até mesmo pela trilha sonora, está tudo ficando cada vez mais dinâmico. Investe-se bastante tempo, esforço e recursos numa superprodução (e põe super nisso!), mas o usuário final só pode desfrutar de um pedacinho desse resultado. Senti a mesma sensação quando zerei Portal 2 pela segunda vez faz um mês. Talvez eu não tenha notado isso pela primeira vez, mas na segunda percebi que o jogo era menor do que se parecia. Na verdade, o jogo é pequeno pra caramba, consegui zerá-lo em um único dia. O mesmo se aplica para o Assault Horizon. É um jogo tão pequeno, zerável em um único dia. E eu o joguei no nível difícil (“elite”). Ah, pelo menos preservando parte dos clássicos da série Ace Combat, quando você o zera, o um novo nível é desbloqueado (adivinha o nome…“ace”, claro!). Os Call of Duty modernos também são um ótimo exemplo de jogos super (ah, o Assault Horizon – agora referido como ACAH – também é super no seu peso, uns bons 11 GB) porém efêmeros.

Antes de tudo, você deveria saber que eu sou um super fã da série Ace Combat. Apesar de tudo, um fã por acaso. Tive sorte que vários títulos foram lançados para o PlayStation –> Ace Combat 2 para o PS1, e Ace Combat 0 e 5 para o PS2. Na verdade, ainda tinha o 3 e o 4, mas esses eu infelizmente não joguei. Ah, leia mais desse lero lero na Wiki. Cheguei até a jogar parte do 6 (para Xbox 360), mas o DVD estava ruim, travava na quarta fase. Well…

Ace Combat provavelmente foi o jogo que eu mais joguei, em número de horas. Provavelmente o segundo lugar é ou do Age of Empires II (PC, Windows XP, e depois 7, na época), ou do Star Wars: Battlefront II (PS2 também). O AC0 eu devo ter zerado umas 7 vezes (uma em cada nível, e provavelmente um nível joguei repetido) e o AC5 umas 5 vezes. E, naquela época, os jogos eram maiores – como eu disse no início do texto –, então imagina que eu tomei uma boa parte do meu tempo no ginásio fazendo isso. Não é à toa que eu gosto de caças, e que sei o nome (“nome”) de vários deles de cabeça. É engraçado falar isso, porque hoje em dia o que entope a cabeça dos jovens são o nome de vários heróis, spells, itens, skills e magias em jogos como DotA e LoL. Antigamente nada disso existia, então as memórias que se retinham eram outras.

Ah, você também deveria saber que essa é uma das poucas exceções da minha vida que eu abri no que diz respeito a jogar o mesmo jogo mais de uma vez. Eu realmente acho (sempre achei) uma completa (total!) perda de tempo você jogar o mesmo jogo várias vezes (a menos que jogue num nível mais difícil depois, mas ainda assim…), assim como ver uma série de TV ou um filme várias vezes. Simplesmente porque isso tende a não agregar nada de novo. Resolver o mesmo problema de programação várias vezes…sabe, é sempre melhor procurar uma alternativa, algo novo, mesmo que seja do mesmo gênero. Uma outra série, um outro jogo, problemas mais avançados.

Eis alguns aspectos do ACAH.

Trilha Sonora. Muito boa. Mantém a qualidade dos Ace Combat anteriores. Tenha a certeza que vou ter mais alguns arquivos mp3 na minha biblioteca pessoal de músicas.

Efeitos de som. Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaramba, sensacional. Só para deixar claro: trilha sonora diz respeito a “música de fundo”, e efeitos de som diz respeito a todo o resto: explosões, explosões, mais explosões, o vento, o motor do avião, até mesmo as vozes de rádio dos personagens. O ACAH superou os Ace Combat anteriores nesse quesito. Nunca fiz tanta questão em usar headphone pra jogar um jogo (o segundo jogo que entra nesse quesito é, certamente, Portal 2, ótima trilha sonora e ótimos efeitos de som também). A toda hora, sempre tem um efeito de som diferente. Especialmente no nível Elite (imagina no Ace…), toda hora tem algum caça mirando em você, toda hora você está tentando estabilizar a sua mira em alguém, toda hora tem algum aliado cheio de mimimi por ajuda e, por isso, toda hora tem um efeito de som típico desse combate. É uma sensação que eu não sei descrever muito bem, mas só digo que ficou sensacional. Capricharam nesse aspecto. Experimenta abrir esses 3 vídeos ao mesmo tempo para entender o que eu estou dizendo:

Entendeu? Hahaha, isso é muito legal.

Gameplay. Introduziram várias coisas novas (e tiraram várias coisas antigas…normal, não?). Em particular, existe uma nova engine, um novo sistema de combate aéreo. Vou dizer que gostei bastante. Se chama “dogfight mode” (DFM). Tem um novo modo para combate terrestre também. Isso definitivamente foi um bom diferencial. Acrescenta uma dificuldade bem peculiar ao jogo. Em particular, fico imaginando como foi a programação desse troço, é algo realmente bastante avançado, mas ainda assim não parece tão artificial ou forçado para o usuário final. No fim das contas, ele ainda precisa ter o seu “talento” para ser um bom Ace. Digo isso porque muitos jogos hoje em dia simplesmente não contam mais com a habilidade do jogador, apenas contanto com ações que sempre vão acontecer, sendo que o jogador apenas vai as encaminhando aos poucos. Nesse ace combat, mesmo sendo mais dinâmico e tudo o mais (como eu disse antes), ainda assim o sucesso da missão depende de você.

Dificuldade. Você já viu que eu sou um fã da série, então o que eu disser aqui é bastante influenciado. Você também leu que eu zerei o jogo em menos de 24 horas (não seguidas…)., no nível elite (“difícil”). Então, eu achei o jogo relativamente fácil. Veja bem, em várias partes de algumas missões eu tive que jogar mais de 10 vezes para passar (umas 3 partes), em outras eu morri uma vez ou outra, mas nem tanto. Em particular, na última missão, eu passei de primeira. Isso usualmente é raro, nos outros ace combats eu sempre tive que jogar várias vezes a última missão. Isso não significa que ela foi fácil, acho que eu demorei mais de 10 minutos, talvez uns 15, para matar um simples caça (claro, era o BOSS…o nome dele era Markov, finge que é peculiar), quase morrendo por pouco umas 2 vezes. Mas, assim, como ainda tem o nível “ace”, então eu achei a dificuldade do nível elite bem razoável. Foi trabalhosa, apesar de tudo. Se eu achei fácil foi por causa da minha familiaridade (experiência…) com os ace combats anteriores.

Duração do jogo. Já falei, não é? Achei curto. Podia ter mais missões. Sério, acho que teve umas 13, o Ace Combat 0 tem 21 (se não me engano), e o 5 tem umas 28. Isso porque a duração de cada missão tende a variar, de qualquer modo.

Variedade de caças. Hum. Esse não foi um ponto forte do jogo. Pelo contrário. Muito monótono. Os Ace combats antigos tinham uma variedade enorme, sem contar que sempre havia um sistema que comprar ou de vender caças. Aquilo realmente era um negócio (business, bro). No ACAH, além de não haver sistema de compra (você sempre pega algum dos caças que estão disponíveis), quase não se percebe a diferença entre os caças. Tem todos os clássicos, F-16, F-22, JAS-39C, Mig-29, Mig-21, A-10, F-14, Su-35 (e vários outros)…mas, por exemplo, se você jogar com o F-22 e com o Su-47, quase não vai perceber a diferença entre eles. Talvez nem do Mig-29 pro F-22. No Ace Combat Zero você percebia a mínima sutileza entre dois caças diferentes (bom, pelo menos depois de jogar um monte de vezes, não é…). Mas não aqui. Isso me deixou um pouco chateado, porque eu conheço os pontos fortes e fracos dos caças, então eu esperava aplicar esse conhecimento antigo para poder passar das missões de forma mais flexível. Maaaas, tudo bem.

Gameplay. De novo. Olha, para todas as fontes que eu li no ano passado, que me deixaram com vontade de jogar esse jogo: concordo plenamente com vocês, esse ACAH se parece pra caramba com o Call of Duty hahaahhaa. É sério, várias vezes durante o jogo você vê que é uma cópia de algumas ideias do Call of Duty. Eu não mencionei até agora, mas esse não é um jogo só de caças. Você também controla helicóptero, machine guns, bombers. Tudo firula. Vou dizer que gostei do gameplay do helicóptero. Nunca tinha jogado nesse estilo moderno antes, ficou realmente bom. Mas, foi realmente desnecessário colocar a parte das machine guns. Claro, deixa o jogo mais variado, mas…caramba, eu quero jogar com caças, não um mini FPS dentro do jogo. E o jogo já é pequeno, daí você coloca parte dele como “não caça”…enfim.

Pronto. Acho que cobri todos os aspectos relevantes (pra mim…). Tem um modo multiplayer também, mas eu não tentei ele ainda. Ah, os gráficos são sensacionais, é claro. Rodou até bem no meu notebook (Intel Core i5 + Intel Graphis HD 4000, no Windows 8.1 x64). Gostei das hotkeys padrões (joguei sem joystick, pelo teclado mesmo), só alterei umas coisinhas. Dava para controlar tudo pelo teclado, só a parte do helicóptero que precisava de mouse. Dava pra pular algumas cenas do jogo (isso é ótimo! Alguns jogos te obrigam a ver a droga da história, parece que é para não desperdicar o que foi gasto para renderizá-la…).

Overall: ótimo jogo, te faz lembrar dos Ace Combat anteriores (mesmo com o toque Call of Duty…), retoma aquela sensação que só o AC tem de pilotar o caça que nem um louco, e tendo que se esforçar para se desviar os mísseis e dos tiros, ao mesmo tempo que vai tentando matar uma nuvem de inimigos. O tempo realmente voou, porque o jogo foi curto mas, ainda assim, dá para aproveitá-lo. A Namco fez um ótimo trabalho, e eu acho que o AC ainda continua sendo o melhor simulador de vôo que já foi criado. OK, o melhor simulador de caças…certamente existem simuladores profissionais, para você aprender a pilotar um avião. Claro, eles não tem nenhuma ação, o que é bom (você não vai querer voar de verdade com ação, acredite…), mas também é ruim, porque usualmente um gamer só vai querer jogá-lo de curiosidade mesmo; esses simuladores são para uso profissional mesmo, não para entretenimento.

Não gosto de dar notas (estrelas, tanto faz o nome que você usar) absolutas para um jogo, então não vou dar nenhuma =P. Mas, relativamente comparando, eu colocaria esse ace combat bastante perto do 0 e do 5. É difícil até mesmo decidir se gosto mais do 0 ou do 5. Ele não chega a ser igual ao 0 nem ao 5 porque não é grande o suficiente e porque os caças não são variados o suficiente, e são esses detalhes que importam a longo prazo. Mas, definitivamente, o ACAH fica rankeado no nível dos Call of Duties “Modern Warfare” 2 e 3, e fica depois do Portal 1 (o 2 é sensacional, nem tente comparar).

Esse é o primeiro post que eu escrevo a partir do Windows (eu acho), e é a minha primeira review pública de um game, em um espaço pessoal, que eu faço. Uma possível continuação, a partir daqui, seria gravar um screencast comigo jogando. Sim, isso provavelmente seria legal, ainda mais no nível Ace. Bom, vou pensar se eu faço isso. De qualquer modo, não vai ser tão cedo, porque há bastante coisa para fazer na faculdade. Por sinal, o ACAH provavelmente vai ser o único game que eu terei jogado até o fim do período (isso, ainda, em um dia só…mimi).

EDIT: Deu para perceber que eu tentei focar nos pontos bons do jogo (apesar de também ter citado alguns ruins). No entanto, eu não falei explicitamente o quanto os clássicos (AC0 e AC5) são muito mais fiéis, no que diz respeito ao espírito de simulação de caças, do que o ACAH que, nesse sentido, parece mais um jogo de ação. Enfim, eu vou deixar os comentários do steam aqui, eles complementam o que eu falei. Se você está pensando em comprá-lo, vale a pena lê-los antes.