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#cpbr8: impressões de um campuseiro

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Table of Contents

Alô Campus Pareeeee #

Yaaay, quanto mais eu demoro para falar da Campus Party desse ano (2015/CPBR8), mais difícil fica fazer isso! É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, tantos conteúdos, gincanas, amizades, diversões, serendipidades, jogos, filas, pombos, pŕoximos, ooOoOOooOs, em suma, tanta coisa legal, que a gente se empolga demais! É extremamente fácil ficar nostálgico e sentir saudades do evento.

Bem, essa foi a minha segunda participação no evento, a primeira foi a CPBR7 (no ano passado = 2014); não cheguei a escrever nenhum texto geral sobre ela na época, exceto sobre a minha participação em Hackathons1.

TL;DR O que esperar desse post? Um pequeno resumo sobre acontecimentos que eu presenciei, que podem ser lidos tanto por quem foi quanto quem não foi no evento; quem foi, provavelmente vai gostar e se identificar mais com eles. A linguagem vai estar bem pessoal (em primeira pessoa e falando sobre mim), mas vou tentar não deixar subjetivo demais. Não existe nenhuma ordem específica; a ordem é a que eu for lembrando. E, vou encher isso aqui de links! Vamos lá:

Desafio Forense (do CERT.br) #

Esse foi uma das atividades que eu mais estava esperando. Participei dela pela primeira vez na edição do ano passado, e simplesmente a a-do-rei. É perfeita e muito bem bolada. Depois de um tempo descobri que esse desafio é um tipo de competição chamada Capture the Flag (Capture a Bandeira).

Ano passado, essa atividade foi uma das coisas que chamou a minha atenção para o mundo de infosec (segurança da informação) e redes. Eu sempre gostei bastante de redes, e digo que parte desse gosto se deve (mas não se limita a) minha grande paixão por sistemas Unix (em essência, distribuições de Linux e BSDs). Por isso, esse ano eu fiquei super ansioso para participar dela novamente. Vale dizer que existem bastantes competições e simulações de CTFs por aí, de modo que não é necessário que ficar esperando ano após ano para poder se divertir. Eu pretendo me aprofundar mais em CTFs esse ano, então não vou reunir links aqui, deixarei para falar disso no futuro (em outro post).

Mas enfim, esse ano eu consegui ficar em segundo lugar (assim como no ano passado). É engraçado que os prêmios do segundo lugar sempre me foram mais atrativos do que os de primeiro lugar: no ano passado o 1o lugar era um Samsung Galaxy Note e o segundo era um Kindle Paperwhite; já tendo um Android, ganhar um Kindle se mostrou uma ótima serendipidade2. Esse ano, o primeiro lugar ganhava um Kindle (exatamente igual ao do ano passado), e o segundo lugar ganhava uma mochila e mais um kit de brindes do CERT.br. Para que eu iria querer dois Kindles? Até que esse ano, novamente, chegar no segundo lugar foi melhor :).

Mas, prêmios à parte, a competição foi realmente muito boa. Bato palmas para o Renato Otranto Jr., o criador da competição desse ano, pois não é uma tarefa fácil criar um CTF, mas é algo que dá bastante gosto de se ver uma vez que ele esteja pronto. Talvez eu escreva um write-up3 sobre o desafio em um outro post, mas seria um write-up não convencional, já que vocês que estão lendo não terão acesso à máquina virtual para poder conferi-lo, então seria só para dar uma ideia de como ele funciona mesmo.

Também gostei bastante de rever rostos conhecidos da galera do NIC.br / CERT.br, passei a gostar bastante neles desde o ano passado.

TL;DR: vídeo do desafio.

O site do evento também foi arquivado.

Edgard Damiani #

A palestra desse cara era outra das atividades que eu estava super ansioso para ver. Ele é um gênio na área de {simbolismo em,}games, computação gráfica e afins. Mas, sinceramente, o que eu mais gosto nele é a espontaneidade e naturalidade que ele tem em palestrar. As palestras dele tradicionalmente são mais demoradas que o normal – por exemplo, a desse ano durou 3h! –, mas eu juro que você acaba achando pouco – nunca dá tempo de ele falar tudo o que queria, se parece até comigo em alguns pontos4 – e desejando poder ouvi-lo ainda mais.

É uma pena que ele só tenha dado uma palestra esse ano (em Campus Parties passadas ele chegou a dar até 3 palestras). No LinkedIn dele, assim como no YouTube, é fácil encontrar alguns dos vídeos dessas palestras dele. Se puder vê-las, faça isso! Super recomendo!

Infelizmente não consegui tirar foto com ele, muita gente o procurou depois da palestra. Mas, devo dizer que deixei de ver outra palestra que queria ver que era no mesmo horário que a dele, mas não me arrependo nem um pouco disso! Eu gostaria de ter professores que me inspirassem como ele. Ponto final.

Ele sorteou seu livro novo no final da palestra…não o ganhei :/

Upstream:

  • Parte da palestra dele. Só 1 hora e meia. Eu disse que ela durou 3h…pena que não gravaram tudo. Uma pena mesmo. Hahaha, engraçado é que logo no começo da palestra (antes de 2min) ele mesmo fala isso.

Próximooooooo #

Virou um meme5. Origem: a funcionária do Catering que gritava para a fila do pessoal que estava indo pegar bebida: ‘pŕoximo! próximo! […]’.

Links por aí:

Não tem mais o que escrever, regra sobre memes: você não fala sobre eles, você os vive! Próxima seção!

PS. A funcionária parece ser bastante gente boa, a galera tirou um monte de fotos com ela e até acharam o Facebook dela, e ela mesmo entrou na brincadeira :)

Pombos #

Era bastante comum encontrar pombos por lá…tanto é que isso acabou virando outro meme.

O pombo (os pombos?) acabou ganhando até crachá oficial do evento!

Bem, até a próxima Pombus Party!

Quiz do NIC.br #

Concorria a brindes. Bastante bem feito também. Informaram-me que tem em torno de 450 perguntas lá.

O site do quiz não está mais disponível.

Podcasters #

Eu passei a ser um grande fã de podcasts no ano passado (2014) (comecei a ouvir o meu primeiro em 2012)6. Uma coisa legal da Campus Party é que ela funciona também como um ponto de encontro de podcasters. Vi bastante gente legal por lá, incluindo:

dentre outros, mas não vou ficar listando todo mundo aqui, esses são os que mais gosto que vi por lá.

A galera do Jovem Nerd promoveu uma competição de robôs (isso vem se tornando uma tradição), e a do Ultrageek teve uma palestra (vídeo no YouTube) sobre como criar uma vinheta para podcasts. Já o pessoal do SciCast teve 4 atividades, incluindo workshops, achei bacana também.

E, se você não ouve esses podcasts, os recomendo já!

Camping #

Esse ano acabei ficando num lugar de camping razoavelmente ruim e bom ao mesmo tempo: perto (em frente) aos chuveiros e banheiros. A parte boa é que eu não precisava me deslocar muito, é claro. A parte ruim era que o movimento era constante, então isso dificultava um pouco para dormir (chão e passos barulhentos!). Por outro lado, um side effect bom era que isso significava que o local onde eu estava era bastante vigiado por bombeiros / funcionários, o que me dava um pouco de segurança como bônus7.

O espaço de camping desse ano foi aparentemente bem maior do que o do ano passado. Já a barraca continuou com a mesma qualidade, nada a reclamar sobre ela8.

“Communities” #

Essa palavra é sempre muito mais bonita no inglês9. Novamente, e como sempre, a Campus Party reúne uma quantidade enorme de communities, de vários nichos, e essa é uma das coisas mais lindas de se ver 10. É difícil ficar falando sobre isso aqui de forma precisa, é algo um pouco vago, mas não dá para deixar passar despercebido.

Exemplos de communities: geek (=todo mundo?), podcasters, seus_amigos_da_faculdade, pessoal do software livre, as empresas patrocinadoras, pessoal que participou das gincanas, turmas aleatórias com perguntas aleatórias que você encontrava por aí, … (sim, descrição um tanto vaga, mas bah).

Conexão #

Eu achei a conexão cabeada desse ano uma porcaria (comparada com à do ano passado). Estava simplesmente horrível. Por outro lado, a infraestrutura e quantidade de cabos ficou bem melhor. A recepção do 3G também estava bem melhor. Vai entender…

Como não tem Wi-Fi no evento, a solução para obter Wi-Fi no smartphone era fazer do notebook um roteador. No Linux, é extremamente fácil fazer isso com o script create-ap (no Arch então…). Funcionou bastante bem, servindo para economizar 3G.

Por sinal, me esqueci de tirar um screenshot com os nomes das SSIDs. Como sempre, tinham várias criativos (algumas ligeiramente zueiras e/ou ofensivas também =P). É só levar na brincadeira, nada demais!

Twitter #

Abraçar o Twitter durante a Campus Party é algo fundamental se você quiser ficar por dentro do que os patrocinadores e outros campuseiros estão fazendo. Hoje em dia o Twitter suporta listas, então é ridiculamente fácil acompanhar o que está acontecendo de uma vez só. Tem uma galera que eu vi usando o TweetDeck, o que torna a administração do Twitter mais fácil ainda (não precisei criar um, mas ainda assim considerei fazer isso).

Muitas empresas utilizam tags especiais para a CPBR. Boas tags para o evento esse ano incluíram:

  • #cpbr8

  • #cpbr

  • #próximo

  • #CPRio

Talvez você ainda encontre alguns tweets meus no meu perfil.

Lista de listas:

Dormir / sono #

Menos de 6h por dia, por favor! Trackeei parte das minhas noites de sono, mas ficou bastante incompleto. Esse ano dormi bem menos do que o ano passado (isso não é exatamente bom para a saúde, mas..).

Por outro lado, consegui acordar11 sempre antes das 9h30min, para o café da manhã. O dia mais difícil foi no do desafio do CERT.br. Eu tinha dormido pouquíssimas horas na véspera, não iria conseguir participar dele direito. Mas, acabei dormindo algumas horas antes dele para poder recuperar as minhas energias – conclusão: isso valeu bastante a pena!

Flickr #

As pessoas não gostam muito do Flickr, usam mais o Instagram. Mas eu ainda gosto dele :)

And…? #

Tinha tantas coisas adicionais para falar…mas aí o post não ia terminar nunca. Resolvi parar por aqui.

Footnotes #


  1. De lá para cá, bastante coisa mudou! Veja só, agora eu mantenho meu próprio site (nada de Wordpress!) e escrevo em orgmode. Update: na verdade, eu vivo movendo meu blog entre o wordpress e algum static site generator, o tempo todo… ↩︎

  2. E é um dos aparelhos que eu mais gosto e uso até hoje! Compare: em 2013 eu li 22 livros, mas em 2014 (ano do meu Kindle) eu li 55 livros – esses números são precisos, pois eu trackeio tudo o que leio no meu Goodreads (recomendo, é uma ótima rede social de livros, cheia de gamificação e boas fontes!). ↩︎

  3. Resumo (passo-a-passo) da solução de um CTF. ↩︎

  4. Ainda tenho o meu achievement unlocked na disciplina de ‘Trabalho do Futuro’ na UFRJ. Era para fazer uma apresentação em torno de 20-30min, mas eu consegui demorar em torno de 1h40min, sem nem notar o/. Bem, ninguém me impediu de continuar falando mesmo…eu só fico imaginando se a palestra foi interessante, mas eu me lembro que falei cheio de paixão (era um assunto que eu gostava) e meus slides praticamente não tinham texto – eu prefiro incluir imagens e vídeos. Também foi uma das poucas apresentações que fiz na faculdade utilizando o PowerPoint – usualmente eu uso beamer (LaTeX) ou Prezi ou Google Docs (quando preciso de edição colaborativa). ↩︎

  5. Curiosamente, isso já era uma espécie de meme no irc do #archlinux. O pessoal escreve !next quando alguém responde uma dúvida / pergunta – ‘próxima pergunta!’. Isso também me faz lembrar do Josh Waitzkin, que sempre falava ‘what’s next?’ no Chessmaster 10th. ↩︎

  6. Atualmente, assino em torno de 40 feeds, incluindo nacionais e internacionais. Tem algumas técnicas para conseguir administrar e ouvir tudo isso, escreverei sobre o tema no futuro. ↩︎

  7. Infelizmente, algumas pessoas foram roubadas durante o evento, como sempre. ↩︎

  8. Não se esqueça de mostrar a sua “pulseira do show do restart” ao entrar na área de camping↩︎

  9. Talvez graças ao Jono Bacon e o seu livro↩︎

  10. Inclusive, essa foi a minha inspiração para, no ano passado, eu me juntar / participar ativamente da comunidade do Arch Linux, na qual estou presente até então. ↩︎

  11. Ao som de portal 2, é claro. ↩︎