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¬ just serendipity 🍀 (not just serendipity)

Até mais, e obrigado pelos peixes

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Esse post é um TCHAU. Pelo menos um tchau temporário (AKA incerto).

O título original desse post, antes de eu começar a escrevê-lo, era “Journal(?) #4: Goodbye world();”. Mas, cá entre nós, uma frase de efeito – ainda mais do grande Douglas Adams – tem muito mais estilo. O segundo título era “Como tudo o que é bom dura pouco…” (mentira, mas definitivamente ele seria o subtítulo do post, se o wordpress suportasse isso).

Ah, antes de tudo: se você quiser parar para ler esse post, é melhor realmente ou a) parar mesmo para fazer isso ou b) fechar essa aba agora (Control-W usualmente convém). O motivo é porque ele é extremamente chato (mentira). Nah, ele só é meio longo e com um monte de pensamentos aleatórios. Eu estou falando isso somente porque eu particularmente me sinto incomodado em ler um post que fala sobre um monte de coisas aleatórias (e nada muito específico) porém não ser avisado sobre isso – antes! – de ler o post.

Esse título, quando descontextualizado (edit: aqui eu me referia ao segundo título), parece mais uma mensagem de suicídio. Mas o leitor não deve se assustar, ainda tenho muita vida e muuuuuuitos projetos pela frente (falta só concretizá-los todos, não é?).

Eu sempre deixei a palavra ‘filosofia’ fluir no subtítulo desse blog, mas eu nunca realmente parei para falar exclusivamente disso. Na verdade, falar de filosofia = falar de tudo e falar de nada ao mesmo tempo. Certo? Muito bem, vamos ao post.

Eu nunca falei sobre a minha motivação de {escrever, ter, manter} um blog (pessoal). Apesar de estar entre parênteses, a palavra pessoal é bastante crucial para o entendimento do mesmo. Alguns princípios que eu (man)tive em mente desde o começo:

1) Nunca monetizaria esse blog. Monetizar = exatamente o que você espera. Atrair views e mais views, e distribuir ads e mais ads. Sobre a segunda coisa: argh! Eu não disse que eu não faria isso em outros lugares. Mas, não faria no meu blog pessoal, não mesmo. Sem contar que ads é uma filosofia…eu definitivamente detesto a maioria delas. E só suporto algumas (não é “suportar” no sentido de “aturar”, “aguentar” – apesar de que poderia ser –, mas sim no sentido de “apoiar”, “concordar”, algo nesse gênero). Sobre a primeira coisa: já existem bastantes blogs ruins por aí que fazem isso. Que colocam títulos enganosos só para atrair views (e, portanto, gerar mais e mais revenue, certo?) e mais views. Eu os chamo de “blogs capitalistas”. Se estão errados? Não é questão do blog estar errado (então), talvez. Se for assim, o errado é o capitalismo. Mas eu simplesmente acho não ético. É (quase) a mesma coisa que a imprensa manipuladora faz. Bom, cada um sobrevive de seu jeito.

Isso também implica outra coisa: nunca estive super interessado no número de views. Se eu estivesse, provavelmente eu teria que utilizar as mesmas táticas do que os tais blogs capitalistas. Mas, só o meu estilo de escrever já mostra que eu não estou nem aí pra isso (leia isso assim: não escrevo para as massas; escrevo para quem gosta de ler o que eu escrevo).

2) Ele seria, em primeiro lugar, um local para difundir a) conhecimentos e b) pensamentos. O título do blog (pelo menos o título atual) reflete isso. Por pensamentos, você pode entender assim: é um canal para difundir algumas de minhas ideias. Certamente não todas, longe disso. Gosto de deixar os canais de ideias bem específicos. O blog é um canal de divulgação de um conhecimento mais ou menos constante (o que significa que não deve variar taaaaanto entre os posts, acho que dá para perceber isso no meu blogroll).

3) Exercitar o meu jeito (bem particular, o leitor já percebeu!) de escrever. Eu não vou caracterizar esse jeito, perceba isso você mesmo lendo tudo o que eu já escrevi até agora, mas o que eu digo é que eu me sinto extremamente à vontade escrevendo dessa maneira. Tento escrever mais ou menos da forma que eu penso. Ou, pelo menos, uma fragmentação de como eu penso. É por isso que eu toda hora me interrompo. E que frequentemente minhas frases acabam sendo separadas por pontos e não por vírgulas. O pensamento de nosso cérebro é super paralelo, dinâmico, assimétrico, e sabe-se lá mais quais palavras posso incluir aqui. A ideia é que essa escrita tente reproduzir algo próximo disso, também. Pelo menos um pouco…aliás, essa é uma das minhas maiores motivações para escrever esse blog: praticar a minha escrita, nesse estilo. É uma atividade bastante recompensadora, pelo menos para o ego. Naturalmente, eu faço o mesmo tipo de escrita em minhas anotações pessoais. Mas, ao escrever de forma aberta, sinto que pratico isso muito mais.

Somente um PS.: obviamente eu não escrevo dessa maneira em todos os lugares. Escrita pessoal (==>) no blog pessoal e em locais pessoais. A contrapositiva da última frase explicita o que eu queria dizer nesse parágrafo.

  1. Entender (na prática!) a experiência de como é administrar um blog. E eu tenho que dizer que o WordPress é uma ótima ferramenta. Eu testei brevemente o Tumblr e dei umas pinceladas de leve no Blogger, mas tenho que dizer que acho o WordPress bem superior. E é open source, como um bônus. Bom, quando eu criar um software útil, certamente já vou ter experiência sobre como fazer um pouco do marketing dele. Nice.

  2. Curiosidade pessoal: descobrir o quanto eu poderia causar impacto nas outras pessoas com o que eu escrevo. Na verdade, eu nunca escrevi nada polêmico até agora (digo isso porque a mídia, pelo menos a brasileira, é usualmente polêmica. E só ganham audiência por causa disso…mentira, também ganham audiência porque (infelizmente) a maioria da população não tem educação e é alienada. Obrigado, políticos competentes desse país. Eu ainda tenho que deixar explícito que isso é um sarcasmo, porque tem gente que realmente é ignorante e não consegue perceber isso). O conceito de impacto é relativo. E eu compartilho aqui, com o leitor fiel, a minha conclusão sobre isso. Na verdade, eu já sabia da maioria dessas coisas. Talvez, escrever fosse apenas uma forma de explicitar isso um pouco mais. As pessoas são cômodas.

Ah, eu poderia prolongar o que eu quis dizer com essa frase com até 1000 palavras, mas não acho que valha a pena perder tempo com isso. KISS (Keep it Simple. Eu realmente gostaria de escrever esse acrônimo sem ter que dizer o que ele significa. Mas algumas pessoas confundem isso com beijo. Lamentável): são preguiçosas, querem tudo mastigado, querem texto pequeno, querem aprender sem esforço, blábláblá. Sem mais delongas.

E o que o item #5 tem a ver com esse post atual? Tudo. Tenho um número pequeno de leitores fiéis e, eventualmente – bem eventualmente –, mais especificamente, em posts como esse, atinjo um pico de views que nem eu mesmo esperava que fosse atingir (não é tanto assim; mas, relativamente aos outros posts, é bastante). E esse é um dos poucos posts que falam de Windows, aqui nesse blog. Nada de especial, eu poderia até falar mais, mas é que eu realmente uso mais Linux mesmo, então eu falo mais de Linux. Esse post está bem mastigado. E aí volta a questão da comodidade…da série “ninguém gosta de ler o manual de instruções”, ou RTFM(como um bom acrônimo popular para isso). Não é questão que todo mundo tenha que ler o manual. Sempre tem a questão do design. “Um produto com design ótimo não precisa de manual” (…) Donald Norman, blábláblá (onde blábláblá = ótima fonte de conhecimento). Mas, um blog é informação, não é um produto.

Então, agora que meus objetivos iniciais (#4 e #5) com esse blog estão concluídos, não há mais por que eu continuar com esse rumo. Não da forma atual. O que, aliás, significa que haverá uma mudança; ela é inevitável de qualquer jeito. O que vai acontecer exatamente? Eu não sei, depende(rá) de vários fatores. Mas, definitivamente, eu vou mudar (novamente) o conceito desse blog. Ele pode a) deixar de existir ou b) tornar-se mais específico ou c) tornar-se mais flexível ou d) receber input de /dev/random.

Quanto aos objetivos #2 e #3: eles não morrerão! Quem aí gosta de ler as coisas aleatórias que eu falo, não precisa ficar triste. Vou procurar uma forma alternativa de divulgar conhecimento. Eu acho que isso é fundamental, e faz parte de uma ética que eu valorizo bastante. Isso faz parte de um de meus projetos. Um blog não é um local ótimo (pelo menos para a minha concepção) para o tipo de coisas que eu pretendo fazer daqui em diante. Eu ainda não sei o que eu vou inventar, nem qual plataforma que eu vou usar. Mas é bem provável que eu não utilize (ou, passe a utilizar bem menos) o Wordpress.

Planos futuros? Só vou divulgá-los depois que decidir o que fazer com isso aqui. Ou outra plataforma, ou outra concepção de blog. Mas não agora, OK?

Resumindo: eu não vou parar de escrever publicamente, mas eu vou parar de escrever publicamente do jeito atual. Eu não acho que a audiência de #5 mereça a minha atenção (AKA: perda de tempo agora que #4 e #5 foram completados). Talvez o (Brian) Lunduke tenha pensado a mesma coisa quando resolveu sair do LAS (Linux Action Show).

Resumindo²: se você conhece alguma plataforma legal para compartilhar fragmentos de conhecimento (Twitter e Tumblr não, por favor. O tipo de pessoas que utiliza essas plataformas faz com que não valha a pena usás-las para tal. O identi.ca serviria, talvez, mas é uma pena que ele tenha meio que se fragmentado. Idem para o knol do Google, que foi descontinuado), por favor não hesite em me divulgar! E, finalmente, se você quiser deixar um comentário final, algo como um review do que achou do que eu escrevi desde o início desse blog até hoje, também vou apreciar isso. Otherwise, “brace yourselves…(‘cause) winter is coming.”