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(Re)formatando um pen-drive (@ Linux)

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Motivação: toda vez que insiro um pen-drive em um computador com Windows da faculdade, pego um vírus. SEMPRE. Incrível. Naturalmente, a opção mais óbvia para se livrar disso é inserindo o pen-drive em um outro Windows e ativando a opção para formatar o pen-drive.

Só existem dois probleminhas com essa “solução”. A primeira é que, ao inserir o pen-drive nesse outro computador, você estará automaticamente infectando esse computador. Na verdade, a coisa toda se parece com um vírus não-virtual mesmo: bastou entrar em contato, infectou o novo organismo. Os seus únicos potenciais anticorpos são: a) utilizar um outro sistema não compatível com o Windows ou b) desativar a opção de autorun de novas mídias no Windows em que o pen-drive for inserido. O problema é que essa opção está quase sempre ativada, e ninguém se lembra de desativá-la (ou não se importa, porque não é algo muito prático para quem quer fazer uma simples apresentação de apenas alguns minutos!).

O segundo é que, mesmo que você formate o pen-drive, alguns instantes depois o vírus se recopiará para o mesmo. Ou seja, você só teria formatado por meros instantes…

Claro, a melhor forma de atacar isso é começando por rodar um anti-vírus no Windows originalmente infectado, mas isso foge do escopo desse post.

Vou expor aqui uma forma de recuperar o pen-drive a partir do Linux. Recuperar, nesse contexto, significa simplesmente formatá-lo: recriar o sistema de arquivos. Só isso.

Gostaria de destacar que existem boas chances de existir uma forma de fazer o que eu vou listar a seguir através de um programa com interface gráfica (exemplo: gparted). No entanto, vou me ater à linha de comando, porque é uma forma que vai sempre funcionar, e que é confiável (talvez não seja necessariamente fácil, mas isso é outra história).

Etapas – atenção! Recomendo que leia tudo antes de testar em seu próprio dispositivo. Se você utilizar esses documentos no disco errado, vai perder os arquivos desse disco. Apenas atenção!:

1 - Obtenha uma máquina com Linux, abra um emulador de terminal, e insira o pen-drive.

2 - Certifique-se que o Pen-drive foi reconhecido pelo sistema. Para isso, você deverá checar os discos da forma /dev/sdX, onde X é uma única letra, como por exemplo /dev/sda, /dev/sdb/, /dev/sdc. Usualmente o primeiro disco da máquina (o /dev/sda) é o que está rodando o sistema. Então, atenção: **praticamente nunca o pen-drive vai ser o /dev/sda.**Note que a palavra disco, nesse contexto, significa (em geral): Disco Rígido (HD), SSD, Pen-Drive, Cartão SD, … ou seja, praticamente qualquer dispositivo moderno de armazenamento de dados.

2.1 - Como checar os discos? Rode o comando

shell
sudo fdisk -l

É necessário um pouco de bom-senso. Geralmente você sabe a capacidade do seu pen-drive (digamos, 4GB); portanto, procure o dispositivo que indicar 4GB. Se você estiver na dúvida, retire o pen-drive, rode esse comando novamente, então recoloque o pen-drive e rode esse comando mais uma vez: agora compare qual disco apareceu dessa vez.

3 - Vou supor que o pen-drive é o /dev/sdX. **Atenção! Utilize essa linha de comando para a letra que é correta para você.**Agora, rode

shell
sudo cfdisk /dev/sdX

Provavelmente você só possui uma partição alocada, do tipo FAT32. Eu recomendo deletar essa partição e criar uma nova. Isso deve ser intuitivo, apenas siga a interface. Depois de criar a nova partição, usualmente ela vai ter algum sistema de arquivos que tem a ver com o Linux. Nesse caso, é necessário mudar o tipo do sistema de arquivos (procure a opção “type”, ou similar) para FAT32. NTFS também é uma opção, mas eu realmente recomendo colocar FAT32: é o que o próprio windows seleciona (geralmente)!

Se você fez isso direitinho, agora procure a opção “write” para gravar as mudanças realizadas. Se você NÃO FEZ isso direito e, por algum motivo, se enrolou ou não encontrou dada opção, então procure “cancel”. Se você cancelar, nada do que você fez foi gravado em disco, então é como se você nunca tivesse rodado o comando cfdisk, pode ficar tranquilo.

4 - Agora que recriamos o nosso sistema de arquivos FAT32, devemos criá-lo efetivamente! OK, perdão pela minha terminologia. É o seguinte: na etapa anterior, indicamos que o sistema de arquivos é FAT32 (ou NTFS, depende de você). Agora vamos alocar esse sistema de arquivos efetivamente. O comando típico é o seguinte:

shell
sudo mkfs.ntfs -L "MEULABEL" /deb/sdX1
shell
sudo mkfs.vfat /dev/sdX1

Qual você vai usar? Depende se você escolheu FAT32 ou NTFS. Para especificar um label no caso de ter escolhido FAT32, utilize o comando

shell
sudo fatlabel /dev/sdX1 "MEULABEL"

Sobre a numeração, /dev/sdX1, /dev/sdX2, etc, se referem às partições do disco /dev/sdX. No caso, eu assumi que você só criou uma única partição (o que é o comum em pen-drives), então você vai utilizar /dev/sdX1 mesmo.

Bom, é isso! Se você seguiu as etapas corretamente, o seu pen-drive estará formatado, livre do vírus. Não o insira na mesma máquina que o infectou, senão você vai ter que formatá-lo novamente.