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¬ just serendipity 🍀 (not just serendipity)

su -c "rm -rf /arch-root"

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Você sabe, o Arch não te deixa dar ‘sudo rm -rf /’. Algo me diz que isso não é exatamente do Arch, deve ser de algum componente do sistema, anyway…sim, eu já tentei dar wipe no sistema antes, só de zueira, e – acredite – era numa hora em que eu não podia perder tempo, maaaaas, ele não me deixou fazer isso =/

OK, daqui a alguns minutos eu estarei removendo o meu querido Arch Linux. Todo customizado, todo tweakado, cheio de firulas (ainda assim com esperanças de estar o mais KISS possível). Eu tomei a decisão de não fazer um backup do mesmo com o CloneZilla, para não ter a tentação de voltar ao estado em que ele estava antes.

A questão é: porque eu vou fazer isso? Por que, criatura??? Você encontrou o que você considera a melhor distro de Linux que já conheceu, super estável (mesmo * rolling release / bleeding edge* like hmmmm…), super customizável (e customizada), com uma excelente documentação (/wiki) com uma comunidade que combina perfeitamente com você, com uma vasta quantidade de pacotes + PKGBUILDs, com um sistema de compilação e build de pacotes super simples, aaaaaaa…. (você, usuário de Arch, continua essa lista por mim).

Ora, vejamos. Eu cheguei num estado em que eu me considero um superuser de Linux (ainda assim, isso não quer dizer nada, tem muuuuuuuuuuuita coisa pra aprender ainda!), e um usuário intermediário/avançado de Arch Linux. Aprendi tudo o que eu considerei interessante. Muitas opções do pacman, vários dotfiles, custom kernel, como reportar bugs (e vê-los sendo fixados!), como tirar dúvidas e interagir com uma comunidade bem peculiar, ah, foram tantas coisas. Não me lembro ao certo durante quanto tempo usei o Arch, mas acho que passei de 4 meses.

Acabou que cheguei em um estado em que eu só uso o sistema. Não há muito mais o que aprender (a menos que o meu próximo passo fosse se tornar um developer do Arch Linux, ou então aprender um conjunto de coisas que seriam específicas demais, e não necessariamente úteis no geral). E eu, depois de desenvolver um histórico de testar várias distros, uma atrás da outra, ainda tenho esse impulso. A verdade é que eu nunca conheci nenhuma distro tão profundamente, porque eu sempre migrava de uma para outra assim que eu saía da minha zona de conforto. Mas, agora, depois de ter ficado em uma por tempo suficiente, e gostado pra caramba do Arch, agora eu sinto que o próximo passo natural é o de largá-lo. Oh yeah, a forma de descobrir se você realmente vai sentir falta pra caramba de alguma coisa é largando-a por um tempo. E eu tenho certeza de que vou me sentir extremamente desconfortável (pelo menos no começo) utilizando qualquer outra distro, porque me acostumei pra caramba com muitas peculiaridades do Arch. Gostaria de compartilhar aqui os meus stats de uso do zsh durante o tempo que usei o Arch:

1 1452 14.5215% sudo
2 1108 11.0811% pacman
3 573 5.73057% ls
4 464 4.64046% cd
5 442 4.42044% cower
6 378 3.78038% emq
7 337 3.37034% man
8 337 3.37034% cat
9 229 2.29023% echo
10 225 2.25023% rm
11 191 1.91019% git
12 107 1.07011% mv
13 99 0.990099% synclient
14 92 0.920092% wine
15 90 0.90009% which
16 87 0.870087% pkgfile
17 84 0.840084% less
18 77 0.770077% find
19 72 0.720072% pkill
20 67 0.670067% mkdir

Colunas: ranking, quantidade de vezes que o comando foi chamado, porcentagem de uso do comando e nome do comando / programa.

Update (2026-08-18): Já não me lembro mais do que significa synclient.

O pacman é o gerenciador de pacotes do Arch (eu uso ele pra caramba), e o cower é um AUR Helper (basicamente, uma ferramenta que me ajuda a obter (e, posteriormente, instalar) pacotes não-oficiais do Arch). O emq é simplesmente um alias para emacs -nw (algo como ’emacs quiet’). O pkgfile também é específico do Arch.

OK, saudades pré-registradas, what’s next? Eu escolhi instalar o openSUSE. Eu sempre coloquei o openSUSE como a minha segunda melhor distro pessoal, apesar de só tê-lo usado por uma semana. Existe um conjunto de coisas que eu gosto nela, e que só agora vou poder confirmar se realmente gosto. Por que não Ubuntu, Linux Mint, Elementary OS, Debian, Fedora, CentOS, …? Por quê?????? Well, se eu fosse instalar uma dessas distros para uso pessoal, eu instalaria ou o Debian ou o XUbuntu. Eu não gosto da interface Unity do Ubuntu por um conjunto de motivos; o Mint e o Elementary eu deixo como recomendações para novos usuários, mas eles não oferecem nenhuma super vantagem se você é um usuário mais avançado; o Fedora tem algumas annoyances. O yum é muito bom, mas o problema são outros aspectos do Fedora. E o debian? Ah, eu só não instalaria o Debian para meu desktop pessoal simplesmente porque os pacotes dele são meio outdated…a segunda distro que mais se aproxima de rolling release (uma feature da qual sentirei bastante falta), depois do Arch, eu acredito que seja o openSUSE*.

Então…vamos lá, o máximo que pode acontecer é eu ficar com raiva do openSUSE…nesse caso, provavelmente eu teria que mergulhar no distrowatch para procurar uma outra distro.