btrfs, let's go
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Hoje ouvi num podcast que o Facebook em breve usará o sistema de arquivos btrfs em seus servidores. Link upstream em 1. Servidores reais! De produção. R-E-A-I-S.
(OK, não são todos os servidores, mas isso já é um começo. Uma bateria de testes.)
Isso possui algumas implicações bem interessantes:
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Os dias de ext4 como o filesystem principal do Linux podem estar contados. Na verdade, é dito que o btrfs não foi criado para substituir o ext4, ele seria apenas mais uma opção. Mas, o ext4 não vai ficar no topo para sempre…
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Quando uma super empresa resolve tomar uma decisão como essa, significa que eles não vêem mais o btrfs como uma brincadeirinha. Além do mais, note que a versão 13.2 do openSUSE provavelmente trará o btrfs como filesystem padrão. Lembrando que o openSUSE (assim como o Fedora, e o Arch) é uma das distros mais pioneiras no que diz respeito a adotar novas tecnologias.
Ou seja, usar o btrfs como filesystem principal no…DESKTOP pode começar a ser uma boa ideia. Pessoalmente, só não migrei para o btrfs por dois motivos.
- sem swap!
- dor de cabeça
Na verdade, o primeiro motivo ocupa 90% de espaço. Dor de cabeça é natural, seria a mesma coisa se fosse para usar LVM, criptografar o HD/SSD inteiro ou aderir à uma nova tecnologia com o qual não se está acostumado. Documentação não falta! Migraria sem nenhum problema. Amanhã mesmo.
O grande problema é a falta de swap, é uma função que eu particularmente prezo bastante. Naturalmente, não é algo super útil em servidores, mas em desktops ( / notebooks, bah) é uma feature cômoda. Nada como acordar no dia seguinte e ver todas as suas janelas e seu trabalho restaurado do último ponto onde estavam.
Um dia eu testo o combo máximo: btrfs + LVM + criptografia. No desktop. Na verdade, acho que o btrfs dispensa LVM, aquelas pools dele devem ter uma função similar a ela. Enfim.